Imersa em uma engenuidade invejavel ela caminhou calmamente até a arvore mais proxima e sentou-se proxima a suas raizes, que se entrelassavam ao chao como se em uma forma de mostrar tamanha conexao entre a natureza como um todo. Ela acariciava a grama e parecia nao se importar que seus delicados dedos ficassem enrugados em contato com o orvalho da noite anterior e nem que seu lindo vestido estivesse sujo de terra ou rasgado por causa dos gravetos que estavam em quantidade naquele campo.
Ela passeava por ali quase todos os dias e sorria pro sol tao sinceramente como se dele fosse intima, pedindo por favor pra que aperecesse no dia seguinte e nao a deixasse apenas com a companhia das nuvens. Pedia que com sua presença o dia se alegrasse e que ele mandasse um pouquinho de felicidade e coisas boas para todos os coraçoes apertados do mundo inteiro.
Mas um dia a menina cresceu e, ao contrario do que se esperava, nao parou se sentar no chao umido e acariciar a grama e nem mesmo de cumprimentar o sol quase todas as manhas. Ela cresceu mulher com jeito de menina e com o mesmo brilho de inocencia nos olhos cor de mel; e se todos crescessemos com a engenuidade dessa grande menina talvez fizessemos o sol cada dia mais sorridente.
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