Como os grãos de areia que se desvencilham de duas mãos em concha
Ou como folhas amareladas que se soltam de uma árvore cansada e se entregam ao vento, dançarinas pra longe daqui
Passos apressados que afundam o caminho da vida dos outros, com pegadas coloridas de toda a história que passou
Formiguinhas esforçadas carregando pouco a pouco a felicidade e a dureza da vida, pra dentro de si
Como a correnteza de um rio barulhento que muda as pedrinhas do fundo de lugar e encharca tudo de azul
Uma árvore demorada que, apaixonada pelo sol, se estica ao infinito e se esparrama no céu
É um moinho incansável que gira gira e mastiga tudo
Um amontoado de sentimentos bonitos e confusos, que se aninha em tudo e não quer mais sair
É caminho comprido que se anda a pé, vendado às inconstâncias e desarmado aos amores, surpresas e à poesia
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
As rupturas da vida e todo o peso do mar nos ombros
Eu estive sentada no fundo mar
Os sentimentos embaçados, afogando aos poucos
E me deixei sentir longamente
a correnteza de todas as minhas circunstâncias
Eu estive pensando muito em mim
e nas ingenuidades infantis.
Talvez tenha deixado passar
o dia de mudar o que eu não posso mais
Eu estive andando muito em ti
E as fragilidades me apertam até chorar
de dúvida e confusão
Estive parada desde sempre,
esperando tudo o que não tem espera
Não sei quando eu deixei de aguentar
O peso de todas as minhas escolhas
e passei a andar só
Não sei bem quando eu soltei a mão de vocês
Pra não me esconder em lugar nenhum
O meu agora é nadar daqui
E as ondas que me fecham os olhos
me levam em movimentos apressados
Pra tão longe quanto eu queira ir
O mar da vida, revolto e maternal, já não me leva mais
Eu sou água, tempo e movimento
aos poucos me deixando pra trás
Eu sou duas de mim, as vezes mais
Sou dilúvio em dias mornos,
o esforço do vento que empurra o cinza e a chuva
e amores o tempo todo
A questão é que eu aguento
Tudo
Até não aguentar
Os sentimentos embaçados, afogando aos poucos
E me deixei sentir longamente
a correnteza de todas as minhas circunstâncias
Eu estive pensando muito em mim
e nas ingenuidades infantis.
Talvez tenha deixado passar
o dia de mudar o que eu não posso mais
Eu estive andando muito em ti
E as fragilidades me apertam até chorar
de dúvida e confusão
Estive parada desde sempre,
esperando tudo o que não tem espera
Não sei quando eu deixei de aguentar
O peso de todas as minhas escolhas
e passei a andar só
Não sei bem quando eu soltei a mão de vocês
Pra não me esconder em lugar nenhum
O meu agora é nadar daqui
E as ondas que me fecham os olhos
me levam em movimentos apressados
Pra tão longe quanto eu queira ir
O mar da vida, revolto e maternal, já não me leva mais
Eu sou água, tempo e movimento
aos poucos me deixando pra trás
Eu sou duas de mim, as vezes mais
Sou dilúvio em dias mornos,
o esforço do vento que empurra o cinza e a chuva
e amores o tempo todo
A questão é que eu aguento
Tudo
Até não aguentar
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