domingo, 24 de abril de 2011

Penso, logo existo

Era como se o sentimento tomasse forma e passasse a ter cor e como se fosse tao palpavel quanto algo que se considerasse real e tinha formas abstratas, tornando-se mais escuro de acordo com a intensidade da sensaçao e fazendo com que tudo parecesse mais confuso, forçando-me a enxergar tudo ao meu redor de um jeito surpreendentemente magico.
O azul turqueza pairava sobre os meus olhos enquanto um verde oliva dançava ao redor das pessoas que caminhavam por ali e, nao sei ao certo, mas era como se aquelas cores todas, por mais que representassem o sentimento de uma forma visivel mas nao volumosa, tornavam o ambiente muito mais alegre, enfeitado pelos coloridos que saltivam só pra mim.
Mas de repente tudo aquilo foi visto como um problema, uma doença, e todas as cores se tornaram, uma a uma, cada vez mais escuras e acinzentadas. No lugar das pessoas foram postas maquinas e o sentimento ja nao era mais bem-vindo. Eu nunca entendi e nunca procurei entender, alienado, sempre acreditando em tudo aquilo que diziam e assintindo alegremente aos shows soas maiores mentirosos que se pudesse conhcer e deixando-me convencer por todo o poder de todos os nao-poderosos.

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