Talvez as lagrimas que eu imaginava escorrerem e molharem meu rosto pudessem lavar e levar pra longe todas as minhas inseguranças e todos esses sentimentos que eram tao inexplicavelemente capazes de me atormentar e me levar a fazer algo tao inusitado quanto chorar mentalmente. Talvez essas lagrimas rolassem pela minha mente e a inchessem, aos poucos, de esperanças de que alguma hora tudo mudasse e toda aquela angustia fosse embora e, talvez até, deixassem lembranças boas desse tempo em que tudo parecia extremamente confuso.
Daquele labirinto formado por todas essas confusoes o resultado era uma fumaça espessa e escura que me perseguia e me mantinha imersa em mundo onde nada era exatamente estavel e onde, quando menos esperassemos, tudo podia desaparecer, criando um estranho paralelo com o mundo real onde tudo que possa parecer fazer parte da realidade pode se mostrar somente mera pretensao.
Eu tentava me mexer sem nenhum sucesso e um impulso que eu nao conseguia explicar me dizia que eu tinha que tantar ao maximo me desvencialiar de tudo aquilo que pudesse parecer momentaemente bom. Me dizia que tudo era uma grande cena criada pela minha imaginaçao como se pra me dar esperança de que a realidade nao era tao assustadora. Mas, infelizmente, essa realidade nao existia no nosso mundo palpavel e, entao, real e nao poderia ser explicada nem mesmo com as palavras mais rebuscadas que procurasemos lembrar dentro de todo esse vasto vocabulario dos homens.
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