domingo, 30 de dezembro de 2012

Jardinagem dos afins

Pra voce era sempre que sim. Velho amigo enamorado com companhias bem inventadas, das chuvas e coincidencias das curvas do seu jardim. Foi, mas nao ficou; do alto, te viu subir e de lá mesmo ainda sonhou que um dia te ver sorrir já nao seria mais confusão.
Embebedou-se de euforia e, debaixo dos meus sonhos, verdade e fantasia. Saiu na rua do meu infinito e te buscou na porta do mar, enlouquecida do tempo que passou de passar em frente a ti e implorar teu castanho, teu olho, seu eu.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

De breve, doce de doer

Dois olhos frios de agua doce, nesses dias de folia e outros poucos versos cantados num pandeiro de carnaval. Mil carinhos estrangeiros e um cordao de lindos sorrisos, vulgares e intocaveis. E uma multidao de admiradores desses e outros carinhos distribuem, vitoriosos, chapeus e alegrias pelos paralelepipedos da grande Teresa.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Hércules e o pedregulho

Foram os olhos de dentro dos seus que já não eram mais os únicos. De tempos em tempos, atrapalhados. Divertiu-se com todos os sonhos, no chão dispostos pelo teu tapete cor de céu e esqueceu do vento. Acabou que tudo brincou de rodopio no mar das ignorâncias e, de mim, mero dia que se cai e mais um enfeite de flor numa rosa qualquer.
Absurdou-se, de raso, um abismo de nós dois; nossa arvore lá no fundo.
Abri todos os biscoitos e, danada dela, não me quis achar. Maria vai com as outras ele não se levantou, abraços abertos pro vento, braços fechados de rotina. Preto no branco foi o que foi, passou do ponto e eu fiz que sim.
Não roubei maça alguma, nas manhãs de anteontem esqueci de te esperar e esperei até demais.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Glamourosa colombina

De menina, só um sonho, amada amante dos cantos de lá. Muito fora e dentro de si, de véu em céu, tudo complica. Ja nao vai tarde, chorava ela, de orgulho e maquiagem cantou histórias pra nunca mais.
Era cheiro de verdade, tempo de sonhadora e a menina ja se fora a pensar alto nos jardins. Mimimi de pouca gente, desfez os cachos, toda ela. Convencida da pouca sorte, desistiu-se e foi chorar. Nao nao nao, sambar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ilha do bigode

Vi um moço de coco raspado, de cabelo grisalho, de cordao de marfim. Eu vi um dia de brincar de roda, canto e serventia, dia de alto mar e todo o porém. De, de repente, sambar despedida e aprontar implicancias com voces e Maria Ninguem.
Morei num barco todo cor de telha, seguia tao perto de uma maré toda de azar. Chorei os mares de enfim e, a pé, olhei teu céu, de imenso e adormecido. Olho por olho, confundi as vistas e troquei os sambistas, todos em coro "hoje o choro nao vem". A saudade nao trouxe e nao me chegou aperto, nem de terra e nem de mar. Nenhuma dor de cotovelo. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Papo de egg man

Engoli o bom-senso de um mate só. Foi quase um sonho, tivesse sido meio lindo ate aí. Foi chapeuzinho e ele nem correu; acharam que o lobo mesmo fosse eu. Pena, eu nao sorri.. de maluquice e languidez, pronde fui com o jogo de cintura? Um com licença e foi-me indo, só por ir a algum lugar. Reclamei só mais uma vez, "lemian", o que foi que ele fez?