quinta-feira, 24 de março de 2011

O cantarolar do vento

Seus olhos dançavam acompanhando cada movimento daquelas delicadas maos cujos dedos finos e longos tinham a adoravel mania de escrever palavras no ar. Palavras que, mal sabia a moça, seriam levadas pelo vento como um simples estimulo a quem nao tinha conhecimento de seus proprios ideais.
Tais palavras que representassem uma forma de pensar, acrescidas aos doces movimentos daquela pequenina mao que oscilava de acordo com o soprar do vento que, por sua vez, ao coxichar nos ouvidos da dona de tais maos, inspirava e influenciava-a a criar sempre novas palavras a serem escritas. Alegre, o vento recolhia letra por letra e cantoralava até seu destino, como se fazendo uma boa açao.
Porem, novos pensamentos surgiram, acompanhados de novos objetivos e a dona das maos ja nao queria mais se por a escrever e passou a sentir que suas palvras de nada eram importantes e nada mais adiantariam, nem mesmo ao mensageiro-vento que as costumava transportar a seus futuros donos. Mal sabia a menina, pobrezinha, que o mundo ficaria tao cinza e tao cheio de mosntros, criados pelos homens que nunca mais receberam suas palavras; secos pelo desejo quase incontrolavel de possuir cada vez mais.. e, de repente, as palavras de ambos ja nao tinham mais nenhum valor.

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