domingo, 27 de março de 2011

Branco, verde, cinza

Aquela explosao de sentimentos foi o bastante para que as particulas da confusao grudassem em mim de forma que eu teria muito trabalho pra tira-las da minha pele e, mais ainda, da minha mente. Tudo girava e eu acordei em um lugar muito claro e ensolarado o qual eu ja havia visto, talvez, em algum outro sonho ou quualquer ambiente que tenha feito parte das minhas antigas imaginaçoes.
Eu estava deitada em uma grama fina e usava um longo vestido branco que me dava um aspecto de pureza que, normalmente, nao combinaria com os pensamentos que passeavam pela minha cabeça, mas se levarmos em conta o fato de que aquilo tudo era só mais um sonho e que eu acordaria em alguns instantes, estava tudo muito normal.
Eu nao tinha pressa nenhuma e parecia que, naquele lugar, nao se conhecia nem se sabia sobre a presença do tempo e, muito menos havia quem o pudesse ter criado. Era tudo verde, por mais que eu sentisse uma estranha falta de seres pensantes ou que ao menos pudessem se mover a minha volta. Era como se nada se mexesse, como se o vento nao soprasse e como se nao houvesse objetivos ou ambiçoes; e eu era vazia de emoçoes, duvidas ou qualquer tipo de sentimento que me movesse a tomar alguma decisao.
Eu nao sentia vontade de me mexer e tampouco enxergava motivos para faze-lo. O verde se tornou cinza e tudo o que antes parecia sonho se tornou realidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário