Toda vez que eu penso um pouco mais, me acabo perdendo nas esquinas de mim. E chego tarde.
Toda vez que eu tento um pouco mais, me estrepo nas pedras portuguesas das minhas expectativas infantis. E sofro um pouco.
Eu, quando espero demais, acabo sabendo cada vez menos. Pra sentir muito as coisas todas.
Eu, quando espero demais, acabo sabendo cada vez menos. Pra sentir muito as coisas todas.
Me coloquei numa capa transparente que me permite e me nega o mundo ao mesmo tempo. Sem querer. A Debora diz que é proteção. Eu acredito.
Me protejo de tudo e me nego gostar profundo. Durmo pouco, sinto muito e me distraio o tempo todo.
Os dias me atravessam, um por um, incômodos e constantes e deliciosos e insuficientes.
Eu me conforto na nostalgia e na novidade das coisas.
Escrevo distante de mim, quase que nem todo o resto.
O banho quente me espera antes de dormir. Que bom.
Minha mãe me perguntou da vida. Fiz ela rir um pouco.
Os dias tem sido quentes até quando não faz calor.
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