Eu encontrei um lago mergulhado nas minhas confusões, com um bote salva-vidas furado e um bocado de socorros surdos. Pulei com susto de tocar o chão: era rasa a minha curiosidade caolha, a tatear o mundo com a ponta dos dedos, exausta de ver pouco e de pouco saber.
De cabeça pra baixo, inventei uns milagres de respirar na água da vida e quase nadei até o outro lado, não fosse o peso na consciência de abandonar o mundo real.
Gente fora d'água, eu era só e nada mais; travestido de incertezas coloridas, com cara cinza de rotinas murchas.
Fui fumaça e desequilíbrio nas paginas cruas de todos os meus romances. Dividido entre vícios e amores indecisos, fugi do mundo pra dentro de mim.
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