Tirei meus sapatos e os deixei na cozinha, perto da porta. Entrei em casa sem fazer muito barulho, para o caso de alguem ja ter ido dormir. Ao chegar ao quarto, desabotoei minha camisa e, simplesmente, deixei que meu corpo afundasse no colchao macio, esperando que a mesma onda de sonhos e lembranças invadisse minha cabeça e me arrastasse daquele mundo. Não funcionou. Eu rolava e rolava na cama e me enroscava nos lençois, que pareciam cada vez mais ásperos, enquanto o amibiente ficava cada vez mais quente. Agora eu suava frio e ja parecia impossivel pegar no sono.
Rezei e pedi à Deus ou à qualqer um quisesse me ouvir e que pudesse me tirar dali o mais rapido possivel, pra que, finalmente, chegasse a hora de eu matar a imensa saudade que eu sentia de tudo que fazia parte da minha imaginação e da companhia de todas as mais variadas criaturas que vinham me visitar durante a noite, pras quais eu contava meus segredos mais obscuros.
Senti que duas pequenas mãos me seguravam pelos calcanhares e, em fim, relaxei e deixei que elas me guiassem ao me lugar preferido, por aquela estradinha de terra tao familiar. Estava tudo meio escuro, mas eu conseguia ver os grandes olhos negros daquilo que me puxava; eu me sentia cada vez mais calmo, agora que ja nao existiam mais lençois e nem mesmo as paredes do meu quarto. Eu ja nao era o mesmo e nao estava mais deseperado.. Até perceber que ainda nao tinha conseguido pegar no sono.
Muito boa noite, meus amores, por que hoje o bichinho do bom-humor veio me fazer uma visita e o dia foi ótimo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário