sexta-feira, 25 de abril de 2014

Por de trás do céu

A qualquer momento você vai voar e eu vou ficar esperando, com a saudade envelhecida. Vai ter sido como abraçar o vento e tentar fazer com que ele goste daqui. Tomara que eu lembre de você como as manhãs.
Um dia eu vou parar de chorar e escrever um pouco menos. Um dia, quem sabe, eu te vejo sorrindo do outro lado das minhas lembranças. Eu queria te ter pintado nos meus poemas alegres, mas de repente você virou desespero.
Chorar a distância não faz nada bem quando se faz do gosto, vontade de amar.
Tomara que eu não queira mais te achar e que você fuja das páginas dos meus poemas com medo de me entristecer.
Quem é você?
Quantas vezes eu choro sozinha, clandestina na minha solidão. Fiquei rouca de tanto gritar, atrás dos ecos do meu silêncio.
"A bell will ring when from nothing something comes"

Eu nunca vi ninguém morrer de desgosto.

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