Passou por essas bandas, arrepiada de amor. Ela foi toda a vida, descendo a avenida de passo e meio da Rua da Noite e, de vazio na cabeça, cantou de brincar o choro e fez neblina do raiar do dia.
Ora veio toda toda, salgada. Ela contou que era uma quase solidão, devaneio de gente maluca, de sonho. O marinheiro chorou até o amanhecer. De tristeza, não voltou a tempo, não olhou o céu. Afogou seus dias nos rios d'então e, de pobreza mais mundana, se foi deitar no fundo do mar.
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