terça-feira, 29 de maio de 2012

Grrr

Por vezes o tempo passa de vento em popa, abraça todos os sudoestes em uma só palma de mão. Estranham-se os tempos daqui com os ventos de lá e implicam-se destinos e contradições, entediados por preverem sempre o mesmo tempo. Breve brisa que passa bem longe desses e outros mares e marés, fingindo-se livres pra levar embora todo e qualquer amanha; demorando-se nos sons de ouvir a floresta cantar.
Me convença de que o amanha não volta e eu ei de deixar-te livre para além do teu desejar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lágrimas de crocodilo

Flores sóbrias, amargas vidas, despetaladas de um dia a outro ou cansadas de se rimar com dor. Gratas, se riam dos tempos, das horas companheiras, não duram mais que uma eternidade. Adormecidas em um desaninho floral, encantam-se os passos, belos eles, de um completo desalguem.
Garantia de flor, avidez de ave branca, branda de livre, negra de amor. Gotas de sede de terra, amores de infancia e outra claridades fugazes e gentis, bem servidas de lucidez, amadas amantes do azul do mar. Céu, meu e seu, enfim.

Homo Sapiens

Sumiu na mais longe vida de distancia, nem tão relevante. Dois homens já maduros e alguns laços de cetim. Dia e noite e uns pares de olhos, iluminantes e iluminados, por si só acompanhados, por outras noites mal dormidas e modernidades sem acaso.
Se finge atípico, comum em tudo e todos os medos; olhares livres, lábios aflitos por duas vidas que não desgrudam. Frio e desvergonhas, pois bem, desfilam uma nova moda. Ternura e outras conquistas, corridas e apressadas por esses e outros rios fieis inimigos, antigos, dos mesmos casais.