Dois olhos frios de agua doce, nesses dias de folia e outros poucos versos cantados num pandeiro de carnaval. Mil carinhos estrangeiros e um cordao de lindos sorrisos, vulgares e intocaveis. E uma multidao de admiradores desses e outros carinhos distribuem, vitoriosos, chapeus e alegrias pelos paralelepipedos da grande Teresa.
Teatros e personagens, choros e falsos risos.. para um grande palco envernizado montado aqui mesmo, nesse jardim, e que recebia a constante visita dos mesmos frequentadores, encapuzados e encabulados. Enfim as portas se destrancaram e, por cada uma, saía uma meia verdade, uma de cada vez; cabelos feitos e unhas cortadas e todos ja sabiam o que estaria por vir.
Até o dia em que estacionaram, comandante e copiloto, uma imensa nuvem branca, uma para cada um, e mandaram "Que delas voces nao fujam!" e é a partir daí que somos todos iguais e igualmente livres. Só tomara que as alvas nuvens nao levem embora a agua das minhas ideias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário