Dia menos dia, uma nova flor, uma nova era e mais um começo para as mesmas palavras manchadas e arrancadas das páginas de uma história sem fim. Ou mesmo um corredor iluminado pelas fugazes fagulhas de um sonho morno, rápido pelo vai e vem de mil pés imaginários, que sapateiam pelo carpete imundo de uma desigualdade asfixiante; descabelados, caminha uma infinadade de pedestres despreocupados com a grama e com as pessoas de baixo das solas de seus confortaveis sapatinhos.
Desgostosos, correm os tempos intermináveis pelos trilhos de uma realidade coberta de chocolate e recheada de pobreza e conformismo. Todos os tempos, pessoas vivem e desvivem em cidades muradas e cercadas pela hera, mediocre do desprazer de sonhar e despercebidas à turva visao de uma imensidao de meros mortais.
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