Se um dia o vento leva e engole o tempo, é sinal de que ja nao houve tempo suficiente.. pra que se encenasse um ou outro abraço que talvez impedisse o vento de levar tudo o que a gente costumava assistir passar; atraves desses espelhos que tudo transformam, nuvens e diamantes desfeitos em fumaça e pó.
Enfeitadas, dançavam as nuvens, conforme o ritmo e o cochicho de milhoes de vozes confundidas pelo tempo, ditador, e ignoradas por uma minoria sufocante.
E, aos poucos, suaves se tornam os rostos dos que ainda esperam, exaustos por cultivar campos inteiros de margaridas, descoloridas pelo mesmo vento, bruto e infiel, que costumava trapacear um ou outro acordo com os gira-sóis; saltitando pela grama umida de orvalho, que acabava por acompanhar todas as noites daquele verao inclemente, confabulava contra as pequeninas estrelas, tentado pelas petalas de uma noite tao deselegante.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O samba do criolo doido
Dia menos dia, uma nova flor, uma nova era e mais um começo para as mesmas palavras manchadas e arrancadas das páginas de uma história sem fim. Ou mesmo um corredor iluminado pelas fugazes fagulhas de um sonho morno, rápido pelo vai e vem de mil pés imaginários, que sapateiam pelo carpete imundo de uma desigualdade asfixiante; descabelados, caminha uma infinadade de pedestres despreocupados com a grama e com as pessoas de baixo das solas de seus confortaveis sapatinhos.
Desgostosos, correm os tempos intermináveis pelos trilhos de uma realidade coberta de chocolate e recheada de pobreza e conformismo. Todos os tempos, pessoas vivem e desvivem em cidades muradas e cercadas pela hera, mediocre do desprazer de sonhar e despercebidas à turva visao de uma imensidao de meros mortais.
Desgostosos, correm os tempos intermináveis pelos trilhos de uma realidade coberta de chocolate e recheada de pobreza e conformismo. Todos os tempos, pessoas vivem e desvivem em cidades muradas e cercadas pela hera, mediocre do desprazer de sonhar e despercebidas à turva visao de uma imensidao de meros mortais.
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