Júlia Ferreira e Vitória Hoff
Profª: Virginia
Solfieri
Segui-a de longe, consumido pelo desejo, pela curiosidade que me despertava aquele cantar misterioso. Guiado pela luz da lua, seguia seu caminho, levado pelos passos, surdos passos. Eu a seguia pela estrada da inconsciência, até o meu, então, destino. Estava em um bosque, cercado pela escuridão, ameaçado pelas lúgubres árvores que compunham o cenário assombroso do meu presente.Atraído, continuava, pelo vulto que era a minha amada. Compará-lo a claridade poderia eu? Sim, desde que cegos estivessem meus olhos, ofuscados pelo clarão que era sua sobrenatural beleza.
Então, ao ser trazido de volta a vida e a um estado de consciência, encontrei-me na escuridão, breu. Recostado na aresta eu estava. Na aresta do mesmo palácio, onde eu estaria antes de viajar em busca do amor de alguém incapaz de amar.
E eis que o meu eu imagina, a figura da mulher esculpida, na janela iluminada e a luz clara do luar. Nada mais existia, o bosque, a noite e nem mesmo angústia ou a insanidade da mulher que se punha a cantar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário