O mar de dentro de mim já não me afoga mais o amor
Já nasceu calmo o meu gostar, com gosto de água doce
Eu tenho é sorrido por inteira, pra não caber nos meus limites
Você veio me transbordar sorrisos, com jeito de ficar por aqui
Nossos dedos são brincadeira e eu já quero ir e voltar
Num junho qualquer teve mais que um mês
Agora sim:
Eu coube no teu amor
Pra caber mais em mim
sexta-feira, 3 de julho de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
O flautista enamorado
Dum tocador de sonhos
Aos dedilhados mansos dos poetas d'outro lado
Dos dias a pé no teu meio fio, não faltou nada de mim
Nos olhos derramados, eu vi, sobrou lembrança
Eu não sou só minha
Eu não sei das datas, das ruas, das falas e do amor
Eu não soube das palavras ou de amanhã
Vivi tuas pistas, uma por uma
Coube no teu amor
até não caber
Amanheceu um dia o meu silencio
De um amor alaranjado do sol com o céu
E do dia colorido nas fotos que eu não tirei
E de um sonho pintado por dentro dos nossos
Do tempo sério que passou por aqui
No meu corredor de paixões envelhecidas
Nas voltas do céu
Num suspiro de fim
Eu coube no teu amor
Pra caber mais em mim
Aos dedilhados mansos dos poetas d'outro lado
Dos dias a pé no teu meio fio, não faltou nada de mim
Nos olhos derramados, eu vi, sobrou lembrança
Eu não sou só minha
Eu não sei das datas, das ruas, das falas e do amor
Eu não soube das palavras ou de amanhã
Vivi tuas pistas, uma por uma
Coube no teu amor
até não caber
Amanheceu um dia o meu silencio
De um amor alaranjado do sol com o céu
E do dia colorido nas fotos que eu não tirei
E de um sonho pintado por dentro dos nossos
Do tempo sério que passou por aqui
No meu corredor de paixões envelhecidas
Nas voltas do céu
Num suspiro de fim
Eu coube no teu amor
Pra caber mais em mim
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Eu não seria
Se eu me agarrasse num dia que eu sei que vai passar pelos meus
Se eu descuidasse dum amor e deixasse a quem quiser catar
Se me olhasse à vidraça e não visse mais do que eu já sei
Eu não voltasse atrás das miudezas
Eu não namorasse com uns erros de cá
E não me vestisse de tantas vontades
Se eu não chorar quando transbordar por dentro,
toda a loucura das minhas verdades
E se não tocar os acertos no rosto quando me atravessarem o choro
Se eu não sorrir pra você pelo vento,
quem sabe o vento leva
Você
Daqui
Com o tempo a me caminhar, eu já não sei quando é tarde demais
Se eu descuidasse dum amor e deixasse a quem quiser catar
Se me olhasse à vidraça e não visse mais do que eu já sei
Eu não voltasse atrás das miudezas
Eu não namorasse com uns erros de cá
E não me vestisse de tantas vontades
Se eu não chorar quando transbordar por dentro,
toda a loucura das minhas verdades
E se não tocar os acertos no rosto quando me atravessarem o choro
Se eu não sorrir pra você pelo vento,
quem sabe o vento leva
Você
Daqui
Com o tempo a me caminhar, eu já não sei quando é tarde demais
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Oliveira
Uns pensamentos inconsoláveis por uns sorrisos roucos apaixonados
Um mar inteiro de vida à frente e você derramou tudo num tombo
De uma beleza repousada conforme o mau humor e eu ja nem te gosto mais.
Foi numa vida de maré antiga, uns ventos controversos e pouca vontade de alegria, num tropeço no paralelepípedo, numa rua aladeirada, à indelicadeza do samba, eu soltei a tua mão
Pra me agarrar à quase nenhuma
Por uma inconstância eu não me amarrei ao teu mistério amargo de não saber de quase nada
Por um piscar de consciência, guardei meu mar
ainda cheio pra mim
Um mar inteiro de vida à frente e você derramou tudo num tombo
De uma beleza repousada conforme o mau humor e eu ja nem te gosto mais.
Foi numa vida de maré antiga, uns ventos controversos e pouca vontade de alegria, num tropeço no paralelepípedo, numa rua aladeirada, à indelicadeza do samba, eu soltei a tua mão
Pra me agarrar à quase nenhuma
Por uma inconstância eu não me amarrei ao teu mistério amargo de não saber de quase nada
Por um piscar de consciência, guardei meu mar
ainda cheio pra mim
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