quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Olhos de ver

Uma porçao de palavras cantadas em troca de um dia tao preto e branco, perdido nas memorias dos que nao merecem lembrar.. daquele tempo de atropelos e caminhos interminaveis para quem nao os soubesse acalmar.
Labios ressequidos de uma insegurança certamente passageira, mas que se assegurava de inibir muitos sorrisos e gargalhadas, engolidos por tanto tempo e digeridos para que nao se deixassem transparecer; em uns olhos tao expressivos, marcados pela ingratidao de alguns dias tao chuvosos.
Vidas inteiras esquecidas atras dos anos que se sobrepunham em pilhas ou montes de porcarias, esperando pelos sinceros sorrisos que abrissem a primavera de um ano, ate entao, imerso em um inverno quase sem fim. Ou mesmo guardando e colecionando gentilezas e sorrindo para uma infinidade de gentes, caladas pelo desejo de simplesmente amar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Anjo Gabriela

E se pudesse te traria flores a cada amanhecer pra que teu sorriso fosse-me sempre essa alegria e ingenuidade de uma beleza tao gentil, guardada dentro dessa minha memoria tao fugaz. Que os dias devorem as semanas que separarem tua carência do meu aconchego; e, entao, que rastejem as horas abandonadas à conversas, minhas, suas e nossas, nessa nossa história de se entender. Vou-te contando que o tempo me disse muito sobre voce, minha pequena grande Gabi, e quando o tempo nada me conta tenho saudades de te ver e de, com voce, correr contra todo esse tempo que a gente um dia deixou pra trás.

Inspirado em Gabriela Feitoza, te amo sua lindona

Rotina

Só por nao fazer parte do meu cenário,
Seu rosto nao estava em nenhum dos meus personagens
E de repente apreceu aquele fotografo engraçado
Berrando coisas sobre um carro imaginário
Sempre estacionado junto àquele mesmo poste iluminado

E todas aquelas milhares de pipas imensas
Voando soltas pelas janelas do seu quarto aberto
E brincavam de imitar e correr atras das nuvens
Rindo dos passaros sobrevoando um e outro deserto
Ou se esparramando na grama, ressequidas de ferrugem

Movimentando a rosa dos ventos que nunca para
E esperando o amanha chegar de hora em hora
Cada um vivendo no escuro de cada noite clara
Enlouquecendo por nao entender os tempos de agora
E tentando falar sobre tudo o que agora os cala

Por dias e noites, acordei engasgada
Com os pedaços de confiança que voce me devolveu
Resolvi acabar de vez com essa palhaçada
Então fui até a sua casa te devolver tudo o que é meu